A NOVA ERA – Pequenas igrejas & Grandes negócios

A NOVA ERA – Pequenas igrejas & Grandes negócios

Senhores leitores, imaginem o tamanho da encrenca que um caríssimo leitor, o Josenilton José, que se assina Estou de Luto,  nos ofereceu. Pediu-me ele, que falasse sobre  a nova era. Devo dizer que, me sinto honrado. O leitor supõe que eu possa agregar informação com conteúdo, ao seu conhecimento. Este é o desafio da oportunidade. Não sou pregador, futurologista, advinho, achista, invencionista, alarmista e muito menos profeta agourento de males ou benesses futuras e tão pouco  tenho em meu escritório corujas ou beija-flor-de-rabo-branco e menos ainda, cristais, búzios e cartas do zodíaco, ou imagens de qualquer espécie. Sou apenas, um LJ -
letter jockey, mixo as letras, uma pessoa das letras, com fé atada na ciência, e descrente das crendices. Para falar de nova era temos duas vertentes: a era que vivemos e a era que está por vir. Vou fazer a opção pela nova era que está por vir, acreditando que não cause tanta polêmica, pois que, a atual é do conhecimento de todos que estão vivos e são os leitores. Enquanto que, a que está por vir exige uma certa reflexão, que faz mais o meu gênero, o debate, o encontro ou desencontro de idéias.Tudo depende do embasamento de com quem vai-se refletir.
Se for embasada em religiosidade, certamente será carregada de dogmas e mandamentos, carregados de culpas e regozijos pelo Senhor. Jesus é fiel, a hora está chegando e tantos outros. Por outro lado, se for feita a avaliação por um adepto da New age,o Movimento mundial Nova era, certamente virá impregnado de mística esotérica de origem oriental. Como dizem os Cristãos, “vem como uma verdadeira serpente naja, que seduz muitas almas que dela se aproximam, hipnotizadas por seu encanto mágico e pela promessa de ser como deus”. O leitor provavelmente já observou, tanto em livrarias quanto em lojas de discos, seções com o título New Age (ou Nova Era). E que esse material é oferecido ao público, em diversas cidades do Brasil, mesmo em livrarias que se apresentam como católicas.


Nestes dois mil anos de cristianismo, nunca a sociedade esteve tão influenciada por idéias ocultistas, esotéricas, mágicas ou pseudo-místicas, como nos dias de hoje.

Há para todos os gostos e interesses. Corrompido pela decadência moral e pelo enfraquecimento dos princípios religiosos, o mundo é invadido por uma grande variedade de práticas místicas e religiosas, algumas que se auto denominam filosóficas e  operam uma verdadeira revolução silenciosa. Poderíamos chamar de Pequenas igrejas, grandes negócios.
             O diretor da “Folha de S. Paulo”, Otávio Frias Filho, assim descreveu essa situação: “ Todos os deuses, todas as crenças, todos os sistemas religiosos,serão
aceitos ao mesmo tempo. Como os antigos romanos, toleraremos todos exatamente por não acreditar a fundo em nenhum deles.
   Nossa fé, diz ele, se reduziu à crença numa energia cósmica qualquer, uma "força". Gnomos, espíritos, magos, anjos, duendes, demônios – um cortejo de quimeras extintas pela luz elétrica – ressuscitam, assim, no ecletismo da nova religião, a mais relativista que já houve, apta a admitir quaisquer fantasias e ignorar até as Contradições existentes entre elas”.
           Por outro lado,se levarmos a questão da nova era que está por vir para o lado do entretenimento e focarmos no aspecto cibernético do mundo atual e acompanharmos o desenvolvimento alucinante dos jogos eletrônicos que fazem parte de qualquer guardado das gerações mais novas,veremos que não há quem não tenha vontade de se postar na frente de um monitor para jogar os famosos “joguinhos da moda” Para se ter uma idéia do que estamos falando, o produto de entretenimento que mais lucrou no ano de 2009 não foi nenhum super-filme americano, mas sim o game “Call of Duty Modern Warfare 2”.
O jogo, foi lançado em 10 de novembro do ano passado, conforme publicado pela revista Isto é, “vendeu sete milhões de cópias em apenas 24 horas”. Em cinco dias, já havia arrecadado US$ 550 milhões, o equivalente a quase 1 bilhão de reais em todo o planeta. Para efeito de comparação, o último filme da série Harry Potter (‘Harry potter e o enigma do príncipe’), lançado em julho, arrecadou pouco mais de  US$ 400 milhões”.


postado em Domingo 07 Março 2010 - 15:33:33 | por Wilson

NO SEXO SEM NEXO, NÃO TEM SEXO - IV/IV

NO SEXO SEM NEXO, NÃO TEM SEXO - IV/IV

Falamos nas últimas semanas sobre a conduta adequada para encontrar o gratificante prazer sexual na relação íntima entre parceiros sejam eles de sexos diferentes ou iguais


Não precisa ser perfeito

É por essas e outras que respeitar as diferenças é essencial para qualquer relacionamento
A graça de conviver está justamente na descoberta mútua, sem aflições - e isso vale também para relações entre pessoas do mesmo sexo. O sexo não tem sexo. Conhecer o outro não é algo que acontece do dia para a noite, é preciso intimidade, deixar que o parceiro saiba quem é você - e vice-versa, claro. Afinal, é impossível se tornar íntimo de alguém sem se entregar, se dar a conhecer.
A desgraça é que vivemos numa sociedade que dificulta essa entrega porque se convencionou pensar que, se você abre a guarda, corre o risco de deixar de ser admirado ou admirada. Melhor então mostrar ao outro a imagem que ele quer ver ou a que você acha que deveria ter. Não há tesão que sobreviva a tanta preocupação.
Então, em vez de se envergonhar ou se culpar por ter desejos e fantasias, por que não apresentá-los ao parceiro? Um sorriso de aprovação pode valer mais do que mil palavras. O corpo, aliás, não precisa ser escultural. Nem o seu nem o do parceiro. Somos todos imperfeitos, inclusive a modelo sarada que aparece na capa da revista. Para ser belo, basta ser espontâneo, exibir a graça natural que cada um possui. E para enxergar a beleza é preciso estar atento ao seu redor e ao que se está fazendo, inclusive na cama. Concentrados, enxergamos beleza mesmo nas imperfeições da vida. E então qualquer barriga será bonita, qualquer bunda será uma paixão nacional, qualquer careca terá seu brilho.Qualquer barbudo será sexy. Os brutos também amam.



Como ser espontâneo?

Se há uma certeza sobre sexo, é que ele fica muito melhor se for totalmente desprovido de racionalização. Tem gente que fica tão absorvida no momento sexual que chega a relatar experiências de profunda contemplação, algo difícil de explicar com palavras - por isso é que deve ser bom mesmo.
Essas pessoas não ficam pensando onde é o ponto G, se estão fazendo tudo pelo caminho certo ou se o orgasmo ainda demora muito para chegar. Simplesmente vão se deixando levar, atentas a tudo, aproveitando cada instante. Explorar os sentidos pode ser um ótimo exercício para desenvolver essa atenção. E ainda tem o benefício de promover a intimidade. Consigo mesmo e com o outro. O tato, por exemplo, é um dos sentidos mais atrofiados pela vida de hoje em dia. Pouca gente se lembra, porém, que o toque transmite sentimentos num nível muito profundo. Raiva, amor, tensão, apoio, desejo, tudo pode ser passado num simples contato. Na pegada. No momento do sexo, o toque - sem técnica nenhuma, diga-se - adquire uma dimensão de descoberta, de confiança. Junto com o tato, o olfato, a audição, o paladar e a visão do parceiro levam o sexo de volta ao instinto, que, no fim, é o início de tudo.
O negócio, então, é não pensar muito no que está fazendo. É só fazer, e sentir. Sem preconceitos, afinal, na cama tudo pode - até mesmo usar o que você leu ou ouviu em algum lugar a seu favor. Mas não faça disso uma obrigação. Até porque, se você não quiser nada disso e preferir o arroz com feijão, sua vida sexual pode ser igualmente feliz. "Nossas relações sexuais duram em média, sete horas. É que elas incluem um jantar e um cinema", costuma dizer o cantor Sting.

Satisfação é a integração de muitas coisas: instinto, desejo, entrega, confiança, espontaneidade e um pouco de informação, sim. Qual o caminho? O caminho é o dia a dia.


Em poucas palavras para encerrar esta semana e aproveitar o fim de semana: goze, goze o tempo todo e goze muito

Assim chegamos ao fim desta série, esperando ter contribuído para aliviar os preconceitos, tabus e aflições devidas a desinformação ou o pior- a má informação - e suas distorções preconceituosas cheias de tabus e repressões,sobre a natural sexualidade.


postado em Segunda 01 Março 2010 - 12:18:44 | por Wilson

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