(Série específica de 12 artigos) – 3º/12
OBRIGADO EVERALDO LAURITZEN . Quando um articulista se dispõe a externar para fazer comentários ao artigo alheio em socorro de outrem, ele se maioriza perante o outro. O articulista ao buscar através da oportunidade que tem de transmitir a idéia através da síntese, o cumpre com o seu dever com o privilégio da palavra. Não desperdiçá-la é um dever da custosa imprensa e mais do que isso colocar a disposição para transmitir a opinião que se propõe o articulista. Assim o fez o caro socorrista das palavras, Everaldo Lauritzen e companheiro deste jornal Topa Tudo na sua coluna DESCOMPORTAMENTO. Simbolicamente, uma semente germinou e queira deus que outras sementes germinem e outras palavras não se vão, em vão. Outras silenciosamente, germinarão nos seus corações, se sobressaindo às ervas daninhas que habitam em ignorantes mentes plantadas pelo ódio, o preconceito e a intolerância. Agradeço ao companheiro Everaldo por se juntar a este abolicionismo.
Continuemos as nossas colocações. Obama não teve muita dificuldade em conseguir apoio parlamentar para a revogação da lei. Mais difícil foi convencer os chefes militares. Para isso, a atual administração encomendou um estudo em que 400.000 soldados foram entrevistados e, a partir de suas respostas, reuniram-se grupos de discussão em que todos os ângulos da questão foram dissecados. O trabalho mostrou,com dados irrefutáveis, que permitir que militares assumam a homossexualidade não atrapalha a eficiência das Forças Armadas. O estudo também serviu para escancarar a realidade. Sete em cada dez soldados acreditam que já serviram com um colega que eles acreditam ser gay. Entre esses,só 8% afirmaram que a proximidade trouxe algum problema para o grupo de combate.
Mas, no Brasil, o que vemos por enquanto são retrocessos por parte do Legislativo, devido às bancadas religiosas, principalmente as evangélicas, que obstruem as votações, rejeitando todos os projetos de lei apresentados por aqueles que visam à igualdade entre homo e heterossexuais. Que país contraditório é este que prive a liberdade de culto e se impõe a castração sexual de gêneros de mesmo sexo. O projeto de lei que trata da adoção, onde havia a previsão expressa de adoção de crianças por casais homossexuais, entre outros pontos, foi aprovado, porém com a supressão de artigo que isso estabelecia.
Mais uma vez a bancada evangélica exerceu forte pressão no sentido de que aprovaria o projeto de lei desde que obedecido tal posicionamento, visivelmente homofóbico. Que religião é esta que oprime o livre arbítrio “divino”,e que não, nenhum “divino” tem, mas sim subjuga aos seus “cordeirinhos de deus” submissos até aos devassos de oportunidade e até pedófilos em nome de meninos “Jesus”.
Eis que agora mais uma intervenção por parte dos evangélicos exigiu alterações no projeto de lei que tem como relatora a senador Fátima Cleide (PT-RO). O texto previa alterar lei já em vigor que criminaliza a discriminação em função da raça, cor, etnia, religião e procedência nacional, visando a acrescentar punição para aqueles que discriminassem em razão de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.
Apresentar-se tal projeto de lei já demonstra mais uma iniciativa para avanço. Porém, novamente foi necessário retroceder em função da retrograda e oportunista exigência da bancada evangélica. Foi imposta a supressão de menção direta a homossexuais, bissexuais, lésbicas ou transgêneros, todos eles substituídos pela expressão genérica “orientação sexual”. Dos 12 artigos constantes do projeto, restaram apenas quatro, inclusive redução das penas. (continua na próxima semana o 4º capítulo).
HOMOSSEXUALIDADE, HOMOSSEXUALISMO.
(Série específica de 12 artigos) – 3º/12
OBRIGADO EVERALDO LAURITZEN . Quando um articulista se dispõe a externar para fazer comentários ao artigo alheio em socorro de outrem, ele se maioriza perante o outro. O articulista ao buscar através da oportunidade que tem de transmitir a idéia através da síntese, o cumpre com o seu dever com o privilégio da palavra. Não desperdiçá-la é um dever da custosa imprensa e mais do que isso colocar a disposição para transmitir a opinião que se propõe o articulista. Assim o fez o caro socorrista das palavras, Everaldo Lauritzen e companheiro deste jornal Topa Tudo na sua coluna DESCOMPORTAMENTO. Simbolicamente, uma semente germinou e queira deus que outras sementes germinem e outras palavras não se vão, em vão. Outras silenciosamente, germinarão nos seus corações, se sobressaindo às ervas daninhas que habitam em ignorantes mentes plantadas pelo ódio, o preconceito e a intolerância. Agradeço ao companheiro Everaldo por se juntar a este abolicionismo.
Continuemos as nossas colocações. Obama não teve muita dificuldade em conseguir apoio parlamentar para a revogação da lei. Mais difícil foi convencer os chefes militares. Para isso, a atual administração encomendou um estudo em que 400.000 soldados foram entrevistados e, a partir de suas respostas, reuniram-se grupos de discussão em que todos os ângulos da questão foram dissecados. O trabalho mostrou,com dados irrefutáveis, que permitir que militares assumam a homossexualidade não atrapalha a eficiência das Forças Armadas. O estudo também serviu para escancarar a realidade. Sete em cada dez soldados acreditam que já serviram com um colega que eles acreditam ser gay. Entre esses,só 8% afirmaram que a proximidade trouxe algum problema para o grupo de combate.
Mas, no Brasil, o que vemos por enquanto são retrocessos por parte do Legislativo, devido às bancadas religiosas, principalmente as evangélicas, que obstruem as votações, rejeitando todos os projetos de lei apresentados por aqueles que visam à igualdade entre homo e heterossexuais. Que país contraditório é este que prive a liberdade de culto e se impõe a castração sexual de gêneros de mesmo sexo. O projeto de lei que trata da adoção, onde havia a previsão expressa de adoção de crianças por casais homossexuais, entre outros pontos, foi aprovado, porém com a supressão de artigo que isso estabelecia.
Mais uma vez a bancada evangélica exerceu forte pressão no sentido de que aprovaria o projeto de lei desde que obedecido tal posicionamento, visivelmente homofóbico. Que religião é esta que oprime o livre arbítrio “divino”,e que não, nenhum “divino” tem, mas sim subjuga aos seus “cordeirinhos de deus” submissos até aos devassos de oportunidade e até pedófilos em nome de meninos “Jesus”.
Eis que agora mais uma intervenção por parte dos evangélicos exigiu alterações no projeto de lei que tem como relatora a senador Fátima Cleide (PT-RO). O texto previa alterar lei já em vigor que criminaliza a discriminação em função da raça, cor, etnia, religião e procedência nacional, visando a acrescentar punição para aqueles que discriminassem em razão de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.
Apresentar-se tal projeto de lei já demonstra mais uma iniciativa para avanço. Porém, novamente foi necessário retroceder em função da retrograda e oportunista exigência da bancada evangélica. Foi imposta a supressão de menção direta a homossexuais, bissexuais, lésbicas ou transgêneros, todos eles substituídos pela expressão genérica “orientação sexual”. Dos 12 artigos constantes do projeto, restaram apenas quatro, inclusive redução das penas. (continua na próxima semana o 4º capítulo).