SERÁ?

Querida Mãe.
Sei que vai ter muitas saudades minhas; mas não pense que vou esquecer de você, ou que vou deixar de te amar só porque não estou por perto para dizer: “TE AMO”.

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SERÁ ?

Querida Mãe.
Sei que vai ter muitas saudades minhas; mas não pense que vou esquecer de você, ou que vou deixar de te amar só porque não estou por perto para dizer: “TE AMO”.
Eu vou sempre te amar cada vez mais, Mãe, a cada dia que passe.
Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiser adotar um menino para não ficar tão sozinha, por mim está bem.
Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferir uma menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, garotos, gostamos.
Vai ter que comprar bonecas e outras coisas que as  meninas gostam, você sabe.
Não fique triste pensando em mim. Este lugar é mesmo fantástico!
Os avós vieram me receber assim que eu cheguei para me mostrar tudo, mas vai

demorar muito tempo para eu poder ver tudo.
Os Anjos são mesmo lindos! Adoro vê-los a voar!
E sabe de uma coisa?… Jesus não parece nada como se vê nas fotos, embora quando O vi, O tenha conhecido logo. Ele levou-me a visitar Deus! E sabe de uma coisa?…
Sentei-me no colo d’Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante. Foi quando eu lhe disse que queria escrever esta carta, para te dizer adeus e tudo mais.
Mas eu já sabia que não era permitido.Mas sabe de uma coisa Mãe?…
Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder te escrever esta carta.
Acho que Gabriel é o anjo que vai te entregar a carta.
Deus disse para eu responder a uma das perguntas que você fez a Ele, lembra?
“Aonde Tu estava quando eu mais precisava do meu filho?”…
Deus disse que estava no mesmo lugar, tal e qual, quando o filho dele, Jesus, foi

crucificado. Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos dele.
Assim ele me disse. Mãe, só você é que consegue ver o que eu escrevi, mais ninguém.
As outras pessoas vêm este papel em branco,sem nada escrito.
É mesmo maravilhoso não é!?…
Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida. Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus.
Tenho a certeza que a comida vai ser boa.
Estava quase esquecendo: já não tenho dores, o câncer já  foi embora.
Ainda bem, porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim.
Foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar.
O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que acha disto?…
Assinado com Amor de Deus, Jesus e de Mim.
Dentro de uma hora você irá sentir o espírito de Deus entrar na sua vida.
Deixa Ele fazer o que Ele gosta, quando você não está fazendo nada, Ele está.

Pois bem leitores, esta é a carta que acabei de ler. E então: Quanta coisa boa para a mente ou espírito ou alma ou intelecto. Do jeito que você desejar recebê-lo, receberá.

Seja para o bem ou para o mal. Serve pra tudo independente de religião. Palavras, palavras!!!!!! Como seria, se o homem não tivesse fé? A força do condicionamento da fé é tão forte que chega a ser genético. A herança. Seja lá como for, com fé de mais ou fé de menos o homem faz ou segue o próprio destino. Própriamente próprio. Daquilo que ele se apoderou. O homem faz parte de si mesmo, ou a alma faz parte homem, ou o homem faz parte da alma? PENSE !!!!!!.

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HOMOSSEXUALIDADE, HOMOSSEXUALISMO.

(Série específica de 14 artigos – ampliados) – 12/14

Estamos chegando ao fim desta série que penso útil para a comunidade.

Que a conjunção das forças do supra-sensível se concentrem nas mentes dos iluminados magistrados do STJ ao proferirem os seus saberes da razão pura.
Na mensagem de militância, o Leões do Norte lembra que muitas vezes podemos nem pensar nestes direitos, mas que ao nos casarmos, se pudéssemos, conquistaríamos algumas dezenas deles. “É por isso que continuaremos lutando diariamente até conseguir conquistar cada um deles e atingir a igualdade plena de direitos com os héteros”, diz a mensagem.  A lista corresponde à legislação nacional e não leva em conta os avanços avulsos e isolados de alguns Estados brasileiros. Confira a lista dos direitos aos quais casais gays ainda não têm acesso. Não são cidadãos constituídos.

Continua,vejamos:
65. Não têm direito de excluir um herdeiro legítimo de sua herança por indignidade, na hipótese de tal herdeiro ter incorrido em crime contra a honra de seu companheiro (art.1814, II CC).
66. Não têm direito a Ordem da Vocação Hereditária na sucessão legítima (art.1829).
67. Não têm direito a concorrer a herança com os pais do companheiro, na falta de descendentes destes (1836 CC).
68. Não têm direito ser deferida a sucessão por inteiro ao companheiro sobrevivente, na falta de descendentes e ascendentes do companheiro falecido (art.1838 CC).
69. Não têm direito a ser considerado herdeiro “necessário” do companheiro (art.1845 CC).
70. Não têm direito a remoção/transferência de servidor público sob justificativa da absoluta prioridade do direito à convivência familiar (art.226 e 227 da CF) com companheiro.
71. Não têm direito a transferência obrigatória de seu companheiro estudante, entre universidades, previstas na Lei 8112/90, no caso, ser servidor público federal civil ou militar estudante ou dependente do servidor.

72. Não têm direito a licença para acompanhar companheiro quando for exercer mandato eletivo ou, sendo militar ou servidor da Administração Direta, de autarquia, de empresa pública, de sociedade de economia mista ou de fundação instituída pelo Poder Público, for mandado servir, ex-oficio, em outro ponto do território estadual, nacional ou no exterior.
73. Não têm direito a receber os eventuais direitos de férias e outros benefícios do vínculo empregatício se o companheiro falecer.
74. Não têm direito ao DPVAT (Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, ou por sua Carga, a Pessoas Transportadas ou Não), no caso de morte do companheiro em acidente com veículos.
75. Não têm direito a licença gala, quando o trabalhador for celebrar sua união, podendo deixar de comparecer ao serviço, pelo prazo três dias (art.473, II da CLT) e se professor, período de nove dias (§ 3º., do art. 320 da CLT) .
76. Não têm direito, de oferecer queixa ou de prosseguir na ação penal, caso o companheiro seja o ofendido e morra ou seja declarado ausente (art.100 § 4º CP).
77. Não têm direito as inúmeras previsões criminais que agravam ou aumentam a pena contra os crimes praticados contra o seu companheiro.
78. Não têm direito a isenção de pena no caso do crime contra o patrimônio praticado pelo companheiro (art.181 CP) e nem na hipótese do auxílio a subtrair-se a ação da autoridade policial (art.348 § 2º CP).Conclusão dos Direitos negados.

(estamos chegando ao final e logo apresentaremos as nossas conclusões)

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HOMOSSEXUALIDADE, HOMOSSEXUALISMO.

(Série específica de 12 artigos) – 11/12

Que a conjunção das forças do supra-sensível se concentrem nas mentes dos iluminados magistrados do STJ ao proferirem os seus saberes da razão pura.
Na mensagem de militância, o Leões do Norte lembra que muitas vezes podemos nem pensar nestes direitos, mas que ao nos casarmos, se pudéssemos, conquistaríamos algumas dezenas deles. “É por isso que continuaremos lutando diariamente até conseguir conquistar cada um deles e atingir a igualdade plena de direitos com os héteros”, diz a mensagem.  A lista corresponde à legislação nacional e não leva em conta os avanços avulsos e isolados de alguns Estados brasileiros. Confira a lista dos direitos aos quais casais gays ainda não têm acesso. Não são cidadãos constituídos.

Continua,vejamos:
48. Não têm direito a revogar a doação, por ingratidão, quando o companheiro for o ofendido (art.558, CC).
49. Não têm direito a proteção legal que determina que o companheiro deve declarar interessa na preservação de sua vida, na hipótese de seguro de vida (art.790, parág. Único).
50. Não têm direito a figurar como beneficiário do prêmio do seguro na falta de indicação de beneficiário (art.792, CC).
51. Não têm direito de incluir o companheiro nas necessidades de sua família para exercício do direito de uso da coisa e perceber os seus frutos (art.1412, par. 2º, CC).
52. Não têm direito de remir o imóvel hipotecado, oferecendo o valor da avaliação, até a assinatura do auto de arrematação ou até que seja publicada a sentença de adjudicação (art.1482 CC).
53. Não têm direito a ser considerado aliado aos parentes do outro pelo vínculo da afinidade (art.1595 CC).
54. Não têm direito a demandar a rescisão dos contratos de fiança e doação, ou a invalidação do aval, realizados pelo outro (art.1641, IV CC).
55. Não têm direito a reivindicar os bens comuns, móveis ou imóveis, doados ou transferidos pelo outro companheiro ao amante (art.1641, V CC).
56. Não têm direito a garantia da exigência da autorização do outro, para salvaguardar os bens comuns, nas hipóteses previstas no artigo 1647 do CC.
57. Não têm direito a gerir os bens comuns e os do companheiro, nem alienar bens comuns e/ou alienar imóveis comuns e os móveis e imóveis do companheiro, quando este não puder exercer a administração dos bens que lhe incumbe (art.1651 do CC).
58. Não têm direito, caso esteja na posse dos bens particular do companheiro, a ser responsável como depositário, nem usufrutuário (se o rendimento for comum), tampouco procurador (se tiver mandato expresso ou tácito para os administrar) – (art.1652 CC).
59. Não têm direito a escolher o regime de bens que deseja que regule em sua união.
60. Não têm direito a assistência alimentar (art.1694 CC).
61. Não têm direito a instituir parte de bens, por escritura, como bem de família (art.1711 CC).
62. Não têm direito a promover a interdição do companheiro (art.1768, II CC).
63. Não têm direito a isenção de prestação de contas na qualidade de curadora do companheiro (art,1783 CC).
64. Não têm direito de excluir herdeiro legítimo da sua herança por indignidade, na hipótese de tal herdeiro ter sido autor, co-autor ou partícipe de homicídio doloso, ou tentativa deste contra seu companheiro (art.1814, I CC).

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HOMOSSEXUALIDADE, HOMOSSEXUALISMO.

(Série específica de 12 artigos) – 9º/12

Estamos acompanhando o desenrolar no Superior Tribunal de Justiça – STJ, a aprovação jurídica da relação estável homoafetiva de uma vez por outra. Já não era sem tempo e os donos da verdade, pudicos, castos e outros mais obscuros, vendedores de alma e tantas outras e outros vão lavar a alma nas pias bentas. Pois bem, continuemos o nosso trabalho de contribuir para ampliar a informação daqueles que vivem realmente nas trevas do conhecimento, da ignorância e dos inocentes que são cruelmente subjugados com promessas mentirosas de vida eterna, se aproveitando dos verdadeiros pobres de espírito. A falta de instrução, educação e honestidade cria verdadeiros charlatões e estelionatários das inocentes crenças que produzem incomensuradas fortunas as custas dos inocentes da ignorância humana. Impostores, intrujão que  exploram a boa-fé do público. Embora eu não comungar das teorias sócioeconômicas do pensador Karl Marx, sou reconhecido pela mais perfeita definição apresentada por ele quando disse que “a religião é o ópio do povo”, assim, leva as pessoas a um entorpecimento, como uma felicidade ilusória do povo. Mas presentemente sem rodeios, posso afirmar que a religião não passa de uma mera terapia. Falo do que conheço ao longo de mais de meio século no seu exercício. Para repudiar, necessário se exige conhecimento.

Acompanhe agora o Grupo pernambucano Leões do Norte e a lista de direitos negados a gays no Brasil aos homossexuais brasileiros. A lista têm 78 direitos civis negados aos homossexuais, por não poderem se casar. O apontamento chega em uma boa hora de reflexão no Brasil. Que a conjunção das forças do supra-sensível se concentrem nas mentes dos iluminados magistrados do STJ ao proferirem os seus saberes da razão pura.
Na mensagem de militância, o Leões do Norte lembra que muitas vezes podemos nem pensar nestes direitos, mas que ao nos casarmos, se pudéssemos, conquistaríamos algumas dezenas deles. “É por isso que continuaremos lutando diariamente até conseguir conquistar cada um deles e atingir a igualdade plena de direitos com os héteros”, diz a mensagem.  A lista corresponde à legislação nacional e não leva em conta os avanços avulsos e isolados de alguns Estados brasileiros. Confira a lista dos direitos aos quais casais gays ainda não têm acesso. Não são cidadãos constituídos.

Vejamos inicialmente e as demais virão ao longo das próximas semanas:
01. Não podem se casar.
02. Não têm reconhecida a união estável.
03. Não adotam sobrenome do parceiro.
04. Não podem somar renda para aprovar financiamentos.
05. Não somam renda para alugar imóvel.
06. Não inscrevem parceiro como dependente de servidor público.
07. Não podem incluir parceiros como dependentes no plano de saúde.
08. Não participam de programas do Estado vinculados à família.

09. Não inscrevem parceiros como dependentes da previdência.
10. Não podem acompanhar o parceiro servidor público transferido.
11. Não têm a impenhorabilidade do imóvel em que o casal reside.
12. Não têm garantia de pensão alimentícia em caso de separação.
13. Não têm garantia à metade dos bens em caso de separação.
14. Não podem assumir a guarda do filho do cônjuge.
15. Não adotam filhos em conjunto.
16. Não podem adotar o filho da parceira.
(próxima semana continua os direitos negados aos que não são cidadãos constituídos)

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HOMOSSEXUALIDADE, HOMOSSEXUALISMO.

(Série específica de 12 artigos) – 8º/12

Gays têm corpos esculturais, têm roupas de grifes famosas e têm cabelos que são tendência. Se você não os têm, você está “out”. Se você é um gay, você não pode “estar gay”. Quase como uma questão ética, se você escolheu ficar com homens, como pode em um determinado momento sentir atração por mulheres? Se você entrou para a caixa quadrada dos padrões gays, você não poderá abandoná-la com facilidade. Sair do armário é uma expressão que representa muito bem isso. Se você sai de dentro de um armário, isso demonstra que você estava escondido, meio sufocado, assim no escuro. Claro que muitos gays sentem-se assim, oprimidos justamente pela sociedade já mencionada a heterosexista.
Todavia, sair do armário implica em assumir-se gay, ou seja, colocar-se dentro de outro padrão. Em outro armário? “Voltar” é praticamente impossível, para a maioria das pessoas, se você exerceu a sua sexualidade em um determinado momento com alguém do mesmo sexo, você é gay e ponto final. Uma das tantas lutas do movimento gay, durante muito tempo, foi mostrar à sociedade que pessoas do mesmo sexo podem se amar e podem manter relações sexuais que consolidem esse amor ou não. Assim mesmo, igualzinho aos heterossexuais que transam com alguém que amam ou não.
No entanto, os homossexuais são tão iguais aos heterossexuais que repetem falhas de julgamento exatamente da mesma forma. Pois, exercer o amor e o sexo com liberdade implica em não determinar um padrão, uma norma ou uma regra que esteja estabelecida. Você pode sentir atração com liberdade e exercê-la com a mesma liberdade. Só se está dentro do armário por uma ditadura imposta como verdade. Se o exercício do amor e da sexualidade fosse realmente livre, desprendido de verdades ou radicalismos, não se teriam armários de onde sair.
A homossexualidade, quando imita a heterossexualidade em sua forma de compreender a sexualidade, reforça um modelo bestial de compreensão do ser humano. Termos como passivo e ativo, por exemplo, cooperam para definir papéis dentro de uma relação. São, então, os gays ditando e determinando padrões, verdades. O homem historicamente diminuiu a mulher, uma violência rechaçada por muitos homossexuais. Todavia, tais definições (passivo e ativo) apenas reforçam isso e, ademais, a violência não é menor com o dito passivo.
A homonormatividade é, por si só, excludente. Você sai de um padrão social de maioria para um de minoria, mas não menos sufocante, angustiante. O exercício a ser feito talvez seja o de refletirmos a sexualidade humana, sem pensarmos nas “caixinhas” moldadoras e enquadradoras a que sociedade exige que pertençamos.
Pensar em uma homonormatividade é constatar que os gays deram um passo atrás, estão se conservadorizando, julgando uns aos outros em escalas de pode, não pode. Verdade, mentira. Certo, errado. Talvez tudo isso seja apenas uma necessidade imensurável do ser humano em sempre sentir-se culpado. Para existir a culpa, tem que haver o desvio, quem sabe o pecado? Para haver o desvio, tem que existir a norma.

Nas próximas semanas apresentaremos os direitos que a sociedade em nome do seu deus nega a um filho de deus deserdado, tudo porque ele não é  um “cordeirinho, um cordeiro de deus” ou “irmão” para outros. Mas dependendo da sua contribuição para a sacola das ofertas e dízimos, até fazem vista grossa em nome de deus. Isso foi instituído pela igreja, lá pelos idos do século III quando começou o comércio e venda compensadora das indulgências e estão até hoje sob diversos argumentos muito usados como cabresto de consciência. (continua na próxima semana com a relação dos direitos negados)

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HOMOSSEXUALIDADE, HOMOSSEXUALISMO.

(Série específica de 12 artigos) – 7º/12

O documento está sendo endossado por pessoas do mundo todo, ativistas e simpatizantes da causa em geral, e tem como objetivo chamar a atenção dos parlamentares ugandenses para a grande violação dos direitos humanos que a lei pode representar se aprovada. Plausível sim, tentarmos reverter algo absurdo que pode ocorrer naquele país, porém existem lugares em situações piores acontecem como no Sudão, Irã e Líbia, onde a própria família joga jovem atemorizados com as suas próprias dúvidas, na mão das leis daqueles países. È deprimente saber que em pleno século XXI, ainda tem países que condenam pessoas a pena de morte simplesmente por serem homoafetivas.

No entanto,na contramão, gays discriminam ao criar regras de comportamento para gays? A homonormatividade repete falhas de julgamento, exatamente como os héteros fazem. Podemos então fazer a seguinte reflexão: homossexuais, historicamente, sempre romperam com as normas. Aos mais ansiosos, peço cautela para explicar melhor esta afirmação. Não é da norma que tiramos a regra? E qual a regra em uma sociedade heterosexista, ou seja, em uma coletividade na qual se presume a heterossexualidade das pessoas? A regra é que a sexualidade se exerce entre pessoas de sexos diversos. É a democracia, como ditadura da maioria, não é assim?
Pois bem, de mãos dadas com as normas existentes na esfera social, estão os preceitos que se alimentam e bebem da religião (ou das religiões), que são os conhecidos dogmas. Repare: convivemos em uma sociedade em que há o certo e em que se conhece o errado. Onde se dita a verdade e é-se implacável com a mentira. Normas, leis, regras: por quem? Para quem? Recuperando então, o raciocínio do primeiro parágrafo, os homossexuais vieram quebrando normas, rompendo ditames estabelecidos há séculos. Quiçá transgressores ou, sendo mais simplista e não menos intenso, corajosos, revolucionários, bichas ousadas. Os gays foram símbolo de libertação e ousadia. Não somente de sexualidade, mas de quebra de uma falsa hegemonia, diga-se de passagem, até hoje forçosa. Os armários que os digam.
Mas parece existir algo mais forte e resistente do que as próprias forças e resistências. Mesmo que não queiramos considerar o ser humano como possuidor de uma essência, há que se considerar uma questão social, ainda que seja, moldadora de algo interno nos seres humanos capaz de uniformizá-los ou deixá-los com necessidades de padrões e regras. Mais ou menos como reféns. Mas, nós sempre temos e teremos que ser reféns de algo? O mundo muda e nós? Porque levanto essa questão? Pois há tempos os homossexuais além de quebrarem regras, criaram normas para seus semelhantes.

Vejam só, normas que podemos chamar aqui de homonormatividade. Seria então um gay um revolucionário, ousado ou apenas normal? Em parte. Tais regramentos perpassam não somente o visível, como a estética ou os valores, mas que se encaminham para cada vez mais consolidar questões metafísicas, como as regras. É, por óbvio, uma reafirmação dos próprios valores e questões outrora combatidos com veemência. Mais intensa ainda acabam sendo as discriminações geradas por tal dita lógica. Uniformizar, igualar, discriminar, segregar, parecem ser conceitos hoje em dia pertencentes não apenas à sociedade que foi tão contestada pelos homossexuais no passado e no próprio presente. Pelo que se lutou contra no passado (ou pelo que se luta contra no presente), é repetido pelos próprios gays. São padrões nos quais, caso você não esteja, vai ser difícil sua inclusão. (Semana que vem tem mais pra ferver. Ou vai ou racha).

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HOMOSSEXUALIDADE, HOMOSSEXUALISMO.

Dando continuidade sobre as falas do papa Bento 16 ele enfatiza que candidatos gays não podem se tornar padres porque a orientação sexual interfere no “senso de paternidade” exigido pela função. Está então conforme a sua opção e subserviência. Por ocasião do encontro do Papa Bento 16 com líderes de Uganda ele também desconsiderou a violência anti-gay. Recentemente, uma demonstração de que o        Papa Bento 16 não está nem aí para a lei que pode matar os homossexuais de Uganda.

O Papa Bento 16, quem diria, entrou na polêmica internacional em torno dos direitos humanos em Uganda. O país africano está em pé de guerra com organizações internacionais por conta da aprovação de leis que punem homossexuais (com prisão perpétua e morte, em alguns casos). Como se colocam então os católicos diante de tanta desfaçatez  da sua santidade na pia igreja e santa católica apostólica romana? A verdade é que até agora a pressão das organizações religiosas internacionais conseguiu barrar a aprovação destas leis, mas não garantiu uma revanche sem precedentes da população contra os homossexuais no país.

Tanto é que um tablóide local publicou uma lista de 100 homossexuais moradores da capital com foto e endereço de cada um e os dizeres: enforque-os. E o que o Papa tem a ver com isso? Ora, ora, ele se encontrou com os líderes da Igreja e da política de Uganda e NÃO  tocou no assunto. CÍNICO. Uma farsa. Em vez disso, ele convidou os bispos a “encorajar os católicos de Uganda para apreciar plenamente o sacramento do matrimônio na sua unidade e indissolubilidade, e ao sagrado direito à vida”. Ele também pediu a eles “para resistir à sedução de uma cultura materialista do individualismo que se enraizou em muitos países”. Existem portanto motivos pelos quais o Papa não tocou no assunto. O principal no momento é o temor que a Igreja católica tem de perder mais fieis na África, que vê crescer o número de igrejas evangélicas e mulçumanas (que, inclusive, possuem um discurso mais duro contra homossexuais e já declararam apoio à lei anti-gay. Estas condutas religiosas e politiquetas geraram uma reação em cadeia em todo o planeta com a campanha.

Para todos os cidadãos dignos, de bem e com respeito a todo ser humano eu disse TODO, ajude a barrar a lei anti-gay de Uganda, saiba como. A petição global na internet pede o fim da lei que pode punir homossexuais em Uganda. Com a tecnologia da internet, você também pode ajudar a impedir que o país africano Uganda aprove a lei que criminaliza a homossexualidade e a pune com sentenças de prisão e até mesmo morte com o estímulo das igrejas,quem diria a santa igreja. Aliás o faziam na inquisição, portanto não há porque estranhar e continuam fazendo independente de credo ou denominação. E ainda tem gente que acredita em nome de deus. Quanta falsidade. Uma petição global na internet, que ultrapassou 340 mil assinaturas só na primeira semana, vai justamente tentar impedir que ugandenses sejam mortos por sua sexualidade.

O documento está sendo endossado por pessoas do mundo todo, ativistas, cidadãos realmente de bem e simpatizantes da causa em geral, e tem como objetivo chamar a atenção dos parlamentares ugandenses para a grande violação dos direitos humanos que a lei pode representar se aprovada. Mas não é só em Uganda que isso acontece. Plausível sim, tentarmos reverter algo absurdo que pode ocorrer naqueles países, onde a própria família joga jovens atemorizados com as suas próprias dúvidas, na mão das leis daqueles países. Ajude a barrar a lei anti-gay de Uganda, e onde mais houver, saiba como, na internet. (continua na próxima semana o 7º capítulo).

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HOMOSSEXUALIDADE, HOMOSSEXUALISMO.

Na recente eleição geral no Brasil, o encontro da então candidata Dilma com religiosos, Gabriel Chalita diz que os evangélicos se preocupavam demais com casamento gay e declarou que grupos evangélicos estavam mais preocupados com o casamento gay que o grupo de católicos. Em entrevista à revista Época, o deputado Chalita, que chegou até ser cogitado como o próximo ministro da Educação ou da Secretaria de Direitos Humanos, confirmou que sua presença se intensificou no segundo turno, quando a questão religiosa tornou-se fundamental no debate entre Serra e Dilma. “No final do primeiro turno teve uma reunião com várias lideranças religiosas. Eles tinham uma preocupação maior com os evangélicos”, declarou. Levando Dilma para conversar com bispos (em uma reunião, ela chegou a discursar com 30 membros da igreja), Chalita diz que muitos bispos desarmavam os argumentos de outros bispos. O tema mais discutido entre os bispos era o aborto, liberdade religiosa e liberdade de imprensa. Já para a comunidade evangélica, o casamento gay era prioridade. “Para os bispos católicos, o mais forte era aborto. Para os evangélicos, entrava a questão da união civil de pessoas do mesmo sexo.” De acordo com Chalita, os católicos não tocavam muito no debate sobre casamento gay nas reuniões. “Os católicos não falavam muito nisso”, desconversou. No entanto o Livro de Bento 16, resume posições contrárias à homossexualidade. Homossexualidade vai contra curso natural da humanidade, diz o papa. Pergunta-se em pleno século XXI, quem é o papa ou outro virtuoso líder religião, para reger a vida de todos os seres humanos e olhem lá se for ao menos os próprios religiosos? O livro “Luz do Mundo: O papa, a Igreja e o Sinais dos Tempos”, assinado por Bento 16, explicita algumas das convicções da Igreja Católica sobre a homossexualidade. Lançada recentemente, a obra traz o pontífice respondendo à perguntas do jornalista alemão Peter Seewald. Quando o entrevistador questiona se a Igreja não é contraditória ao dizer que pessoas LGBT merecem respeito ao mesmo tempo em que afirma que atos homossexuais são “intrínsicamente desarranjados”, Bento 16 nega. Apesar de reconhecer que gays são  “seres humanos que merecem respeito e não devem ser discriminados por isso, o papa diz que homossexualidade vai contra o curso natural da sexualidade humana. Afinal o que quer dizer o papa e  ”Sexualidade tem sentido e direção específicos, e eles não são homossexuais. O sentido é a união entre homem e mulher para dar a posterioridade humana, filhos, um futuro.” Apesar de saber que a homossexualidade pode ser algo que já nasce com o indivíduo, Bento 16 diz que ela não pode ser “considerada moralmente correta, e permanece contrária à essência do que Deus quis originalmente”. O papa desvirtua a afirmação, pois então, ser gay não é ser revolucionário,é apenas ser natural.E nada mais do que isso. Onde está dito o deus ou os “seus homens” que o disseram? Para quem o segue se lhe aprouve, e para os não, para quem o que lhes convém? Quem tem nas costas a inquisição pouco ou nada tem o que para dizer.

Em outra passagem do livro, o representante da Igreja Católica fala sobre a presença de gays em monastérios e seminários. E mantém o pulso firme: “Homossexualidade é incompatível com a vocação sacerdotal. De outra forma, o celibato perderia seu sentido enquanto renúncia. Seria extremamente perigoso se o celibato virasse um tipo de pretexto para trazer ao sacerdócio pessoas que não querem se casar de maneira nenhuma.”, afirma. Certo a afirmação para quem se submete as tutelas. O papa aproveita para citar um documento divulgado pelo Vaticano em 2005, que proíbe a ordenação de homossexuais. (continua na próxima semana o 6º capítulo).

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HOMOSSEXUALIDADE, HOMOSSEXUALISMO.

(Série específica de 12 artigos) – 4º/12

O projeto de lei que trata da adoção, onde havia a previsão expressa de adoção de crianças por casais homossexuais, entre outros pontos, foi aprovado, porém com a supressão de artigo que isso estabelecia. Foi imposta a supressão de menção direta a homossexuais, bissexuais, lésbicas ou transgêneros, todos eles substituídos pela expressão genérica “orientação sexual”. Dos 12 artigos constantes do projeto, restaram apenas quatro, inclusive redução das penas.

O projeto de lei, com o texto que agora foi apresentado, tem maiores chances de ser aprovado. O objetivo final parece que será atingido: criminalizar a discriminação em razão da orientação sexual. Apesar do retrocesso, não se pode deixar de comemorar. Afinal, todas as vitórias, mesmo as pequenas, são fundamentais para incentivo ao Legislativo, se é que isso ainda lhe falta.

Parece que os reverendos evangélicos não tem mais motivações para tratar das coisas do sagrado e na ausência de assunto do divino,se penduram num tema para demonstrar que estão fazendo algo pois que nada mais há o que fazer ou justificar sobre o seu divino.

Pelo visto o referendo “teólogo Juam Stan propos que os evangélicos dêem sossego de cinco anos aos gays”. Para o teólogo, os evangélicos precisam de um tempo para pensar melhor sobre gays. Atualmente vivendo na Costa Rica, América Central, o teólogo presbiteriano Juan Stam deu uma ideia bem original aos evangélicos de todo o mundo: deixem de discutir a homossexualidade por cinco anos. Segundo ele, seria um tipo de moratória para os fieis se concentrarem no que ele considera pontos mais

urgentes a serem discutidos. Seria um período para os evangélicos analisarem com calma a questão da homossexualidade.

Isto porque o teólogo acredita que esta guerra homofóbica está causando muito dano à igreja, além de deixar os fieis obcecados. “Como se fossem os únicos problemas críticos de nosso tempo e como se deles dependesse o futuro da igreja e da civilização”, dispara Juan. Para ele, as igrejas evangélicas “carecem de autoridade moral para que suas campanhas anti-homossexuais sejam convincentes. Suas arengas contra a homossexualidade caem no ridículo ante os setores pensantes e críticos da população e, às vezes, cheiram a oportunismo e hipocrisia”.

Seria um período para os evangélicos analisarem com calma a questão da homossexualidade. Isto porque o teólogo presbiteriano Juan Stam acredita que esta guerra homofóbica está causando muito dano à igreja, além de deixar os fieis obcecados. “Como se fossem os únicos problemas críticos de nosso tempo e como se deles dependesse o futuro da igreja e da civilização”, dispara Juan.

Para ele, as igrejas evangélicas “carecem de autoridade moral para que suas campanhas anti-homossexuais sejam convincentes. Suas arengas contra a homossexualidade caem no ridículo ante os setores pensantes e críticos da população e, às vezes, cheiram a oportunismo e hipocrisia”.

Na recente eleição geral no Brasil, o encontro da então candidata Dilma com religiosos, Gabriel Chalita diz que os evangélicos se preocupavam demais com casamento gay. Terceiro campeão de votos nas urnas (perdendo somente para Tiririca e Garotinho), o deputado federal eleito Gabriel Chalita (PSB-SP) declarou que grupos evangélicos estavam mais preocupados com o casamento gay que o grupo de católicos. Chamado para fazer a ponte de Dilma Rousseff com os religiosos, Chalita foi responsável pelo discurso de temas polêmicos da candidata eleita pelo PT, como o aborto. (continua na próxima semana o 5º capítulo)

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HOMOSSEXUALIDADE, HOMOSSEXUALISMO.

(Série específica de 12 artigos) – 3º/12

OBRIGADO EVERALDO LAURITZEN . Quando um articulista se dispõe a externar para fazer comentários ao artigo alheio em socorro de outrem, ele se maioriza perante o outro. O articulista ao buscar através da oportunidade que tem de transmitir a idéia através da síntese, o cumpre com o seu dever com o privilégio da palavra. Não desperdiçá-la é um dever da custosa imprensa e mais do que isso colocar a disposição para transmitir a opinião que se propõe o articulista. Assim o fez o caro socorrista das palavras, Everaldo Lauritzen e companheiro deste jornal Topa Tudo na sua coluna DESCOMPORTAMENTO. Simbolicamente, uma semente germinou e queira deus que outras sementes germinem e outras palavras não se vão, em vão. Outras silenciosamente, germinarão nos seus corações, se sobressaindo às ervas daninhas que habitam em ignorantes mentes plantadas pelo ódio, o preconceito e a intolerância. Agradeço ao companheiro Everaldo por se juntar a este abolicionismo.

Continuemos as nossas colocações. Obama não teve muita dificuldade em conseguir apoio parlamentar para a revogação da lei. Mais difícil foi convencer os chefes militares. Para isso, a atual administração encomendou um estudo em que 400.000 soldados foram entrevistados e, a partir de suas respostas, reuniram-se grupos de discussão em que todos os ângulos da questão foram dissecados. O trabalho mostrou,com dados irrefutáveis, que permitir que militares assumam a homossexualidade não atrapalha a eficiência das Forças Armadas. O estudo também serviu para escancarar a realidade. Sete em cada dez  soldados acreditam que já serviram com um colega que eles acreditam ser gay. Entre esses,só 8% afirmaram que a proximidade trouxe algum problema para o grupo de combate.

Mas, no Brasil, o que vemos por enquanto são retrocessos por parte do Legislativo, devido às bancadas religiosas, principalmente as evangélicas, que obstruem as votações, rejeitando todos os projetos de lei apresentados por aqueles que visam à igualdade entre homo e heterossexuais. Que país contraditório é este que prive a liberdade de culto e se impõe a castração sexual de gêneros de mesmo sexo.  O projeto de lei que trata da adoção, onde havia a previsão expressa de adoção de crianças por casais homossexuais, entre outros pontos, foi aprovado, porém com a supressão de artigo que isso estabelecia.

Mais uma vez a bancada evangélica exerceu forte pressão no sentido de que aprovaria o projeto de lei desde que obedecido tal posicionamento, visivelmente homofóbico. Que religião é esta que oprime o livre arbítrio “divino”,e que não, nenhum “divino” tem, mas sim subjuga aos seus “cordeirinhos de deus” submissos até aos devassos de oportunidade e até pedófilos em nome de meninos “Jesus”.
Eis que agora mais uma intervenção por parte dos evangélicos exigiu alterações no projeto de lei que tem como relatora a senador Fátima Cleide (PT-RO). O texto previa alterar lei já em vigor que criminaliza a discriminação em função da raça, cor, etnia, religião e procedência nacional, visando a acrescentar punição para aqueles que discriminassem em razão de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.
Apresentar-se tal projeto de lei já demonstra mais uma iniciativa para avanço. Porém, novamente foi necessário retroceder em função da retrograda e oportunista exigência da bancada evangélica. Foi imposta a supressão de menção direta a homossexuais, bissexuais, lésbicas ou transgêneros, todos eles substituídos pela expressão genérica “orientação sexual”. Dos 12 artigos constantes do projeto, restaram apenas quatro, inclusive redução das penas. (continua na próxima semana o 4º capítulo).

HOMOSSEXUALIDADE,  HOMOSSEXUALISMO.

(Série específica de 12 artigos) – 3º/12

OBRIGADO EVERALDO LAURITZEN . Quando um articulista se dispõe a externar para fazer comentários ao artigo alheio em socorro de outrem, ele se maioriza perante o outro. O articulista ao buscar através da oportunidade que tem de transmitir a idéia através da síntese, o cumpre com o seu dever com o privilégio da palavra. Não desperdiçá-la é um dever da custosa imprensa e mais do que isso colocar a disposição para transmitir a opinião que se propõe o articulista. Assim o fez o caro socorrista das palavras, Everaldo Lauritzen e companheiro deste jornal Topa Tudo na sua coluna DESCOMPORTAMENTO. Simbolicamente, uma semente germinou e queira deus que outras sementes germinem e outras palavras não se vão, em vão. Outras silenciosamente, germinarão nos seus corações, se sobressaindo às ervas daninhas que habitam em ignorantes mentes plantadas pelo ódio, o preconceito e a intolerância. Agradeço ao companheiro Everaldo por se juntar a este abolicionismo.

Continuemos as nossas colocações. Obama não teve muita dificuldade em conseguir apoio parlamentar para a revogação da lei. Mais difícil foi convencer os chefes militares. Para isso, a atual administração encomendou um estudo em que 400.000 soldados foram entrevistados e, a partir de suas respostas, reuniram-se grupos de discussão em que todos os ângulos da questão foram dissecados. O trabalho mostrou,com dados irrefutáveis, que permitir que militares assumam a homossexualidade não atrapalha a eficiência das Forças Armadas. O estudo também serviu para escancarar a realidade. Sete em cada dez  soldados acreditam que já serviram com um colega que eles acreditam ser gay. Entre esses,só 8% afirmaram que a proximidade trouxe algum problema para o grupo de combate.

Mas, no Brasil, o que vemos por enquanto são retrocessos por parte do Legislativo, devido às bancadas religiosas, principalmente as evangélicas, que obstruem as votações, rejeitando todos os projetos de lei apresentados por aqueles que visam à igualdade entre homo e heterossexuais. Que país contraditório é este que prive a liberdade de culto e se impõe a castração sexual de gêneros de mesmo sexo. O projeto de lei que trata da adoção, onde havia a previsão expressa de adoção de crianças por casais homossexuais, entre outros pontos, foi aprovado, porém com a supressão de artigo que isso estabelecia.

Mais uma vez a bancada evangélica exerceu forte pressão no sentido de que aprovaria o projeto de lei desde que obedecido tal posicionamento, visivelmente homofóbico. Que religião é esta que oprime o livre arbítrio “divino”,e que não, nenhum “divino” tem, mas sim subjuga aos seus “cordeirinhos de deus” submissos até aos devassos de oportunidade e até pedófilos em nome de meninos “Jesus”.
Eis que agora mais uma intervenção por parte dos evangélicos exigiu alterações no projeto de lei que tem como relatora a senador Fátima Cleide (PT-RO). O texto previa alterar lei já em vigor que criminaliza a discriminação em função da raça, cor, etnia, religião e procedência nacional, visando a acrescentar punição para aqueles que discriminassem em razão de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.
Apresentar-se tal projeto de lei já demonstra mais uma iniciativa para avanço. Porém, novamente foi necessário retroceder em função da retrograda e oportunista exigência da bancada evangélica. Foi imposta a supressão de menção direta a homossexuais, bissexuais, lésbicas ou transgêneros, todos eles substituídos pela expressão genérica “orientação sexual”. Dos 12 artigos constantes do projeto, restaram apenas quatro, inclusive redução das penas. (continua na próxima semana o 4º capítulo).

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HOMOSSEXUALIDADE, HOMOSSEXUALISMO.

(Série específica de 12 artigos) – 2º/12

Os EUA mostram algumas evoluções, mas grandes retrocessos aconteceram em alguns Estados.

Países africanos, sabidamente homofóbicos, pretendem endurecer ainda mais sua legislação e outras medidas. Cogitam ampliar as penas a serem aplicadas à prática da homossexualidade, além das pesadas multas e prisão perpétua já em vigor. O que se pretende em Uganda é condenar à morte os portadores do vírus HIV que mantenham relações homossexuais e aqueles que as mantiverem com deficientes físicos e menores de 18 anos de idade. O governo do Quênia, onde também é crime a homossexualidade, pretende realizar censo que tem como objetivo identificar os homossexuais e saber onde residem. Afirma que o intuito é promover campanhas de esclarecimento e prevenção da AIDS, mas o que se teme é que tal medida seja mesmo para efetuar a prisão dos membros do segmento.
Em Roma, onde se pretendia incluir na lei que criminaliza as agressões cometidas no país os crimes praticados em razão da orientação sexual, houve rejeição de projeto de lei por parte da Câmara dos Deputados sob a alegação de que já existe proteção legal em relação também ao segmento LGBT. A Suécia, um dos países mais avançados em relação aos direitos dos homossexuais, permite desde 1990 a parceria civil (algo equivalente à união estável) entre pessoas do mesmo sexo; permite desde 2002 a adoção de crianças e, em maio de 2009, passou a ser o quinto país a reconhecer o casamento entre homossexuais, ao lado da Holanda, Bélgica, Espanha e Noruega.

Agora, em novembro deste mesmo ano de 2009, a Igreja Luterana daquele país, da qual 73% da população fazem parte, passará a realizar casamentos entre homossexuais. O Uruguai, desde outubro de 2009, permite a adoção de crianças, sendo que em 2008 já aprovara a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

A possibilidade de adoção foi duramente combatida sob a alegação de que isso constituiria retrocesso e atentado aos direitos das crianças. Mas a tese que vingou foi a de que a adoção por casais homossexuais é tão benéfica quanto aquela feita por casais heterossexuais. Na Argentina, decisão recente de uma juíza federal declarou nula sentença proferida pela juíza Gabriela Seijas que autorizava o casamento entre Alex Freyre, 39, e José María di Bello, 41, que seria o primeiro a ser realizado na América Latina. A decisão que permitia tal forma de união baseava-se na inconstitucionalidade de dois artigos do Código Civil argentino que vedam o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A palavra final deve ser dada pela Corte Suprema.
Em Portugal, foi aprovada a lei que  permite o casamento entre homossexuais, um país por natureza católico. Nos EUA, onde cada um dos estados tem competência para legislar individualmente sobre inúmeras questões, vemos avanços e retrocessos. Massachusetts, Connecticut, Iowa e Vermont permitem o casamento entre homossexuais, sem votação popular e, sim, pela Justiça ou Legislativo. Em janeiro de 2010, New Hampshire passou a aceitá-lo. No Havaí, Califórnia e Maine o casamento era permitido, mas a população através das urnas derrubou a lei. A expectativa era a de que o Maine fosse o primeiro estado a ter a aprovação mantida pela votação popular. Mas, o que se deu foi o contrário disso. O presidente Barack Obama mostra-se favorável à concessão de amplos direitos ao segmento, tendo incluído a família constituída por homossexuais na lista de “famílias americanas”, o que, apesar de elementar, demonstra o posicionamento do governante que exerce grande influência em muitos países do mundo. Obama não teve muita dificuldade em conseguir apoio parlamentar para a revogação da lei. (continua na próxima semana o 3º capítulo).

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HOMOSSEXUALIDADE, HOMOSSEXUALISMO

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HOMOSSEXUALIDADE, HOMOSSEXUALISMO.

(Série específica de 12 artigos) – 1º/12

Tá bem. Você não é homofóbico, não chega a tanto, apenas acha ridículo uma bicha, um veado e pensa ou nem imagina  que você possa aceitar a idéia de ser normal, ser homossexual, e você nem sequer admite esta hipótese,você seria no máximo tolerante, simpatizante jamais. Mas eu lhe sugiro que, na sua intimidade, sem querer lhe levar a aceitar a homossexualidade, sugiro procurar informações como são, por que são, e o que os faz serem homossexuais. Quem sabe, talvez você possa acompanhar a partir desta semana, esta série em 12 capítulos, três meses, onde você vai saber muita coisa que provavelmente nunca se interessou por saber. Afinal, você faz parte do seu mundo, queira ou não. Tente. É difícil para você aceitar a idéia de que eles são iguais a você? Ele é apenas uma bicha para você? Você certamente não conseguirá se livrar de um tabu, um preconceito e até mesmo uma ruptura na criação divina e o seu argumento religioso será de que não é natural. Será? Pergunte-se então o que é natural? Natural não é apenas um conceito social? Veja o dicionário! Na ciência nada há que condene a homossexualidade e então essa condenação é de origem religiosa, cultural e portanto  absolutamente preconceituosa alegando que “deus”criou o homem e a mulher. Será? Tá bem, criou o homem e a mulher e quem disse que ser homossexual não continua sendo homem e mulher? A diferença é que “deus” não disse que o homem tem que gostar só de mulher, então o homem pode gostar de homem e a mulher pode gostar de mulher. Porque não?  Será que na sua opinião, claro que não?  Porque?  Acho que você vai ficar devendo esta resposta para si mesmo. Portanto,vamos então, começar,12 semanas:

Veja só a matéria a seguir, publicada nos jornais desta semana. “O teólogo Juam Stan propõe que evangélicos dêem sossego de cinco anos aos gays”. Para o teólogo, os evangélicos precisam de um tempo para pensar melhor sobre gays.

Atualmente vivendo na Costa Rica, América Central, o teólogo presbiteriano Juan Stam deu uma ideia bem original aos evangélicos de todo o mundo: deixem de discutir a homossexualidade por cinco anos. Segundo ele, seria um tipo de moratória para os fieis se concentrarem no que ele considera pontos mais urgentes a serem discutidos. Seria um período para os evangélicos analisarem com calma a questão da homossexualidade. Isto porque o teólogo acredita que esta guerra homofóbica está causando dano à igreja, além de deixar os fieis obcecados. Como se fossem os únicos problemas críticos de nosso tempo e como se deles dependesse o futuro da igreja e da civilização”, dispara Juan. Para ele, as igrejas evangélicas “carecem de autoridade moral para que suas campanhas anti-homossexuais sejam convincentes. Suas arengas contra a homossexualidade caem no ridículo ante os setores pensantes e críticos da população e, às vezes, cheiram a oportunismo e hipocrisia”. Continue lendo, e veja o que diz a Dra.Sylvia Maria Mendonça do Amaral, advogada especialista em Direito Homoafetivo e Família e Sucessões, Autora do livro “Manual Prático dos Direitos de Homossexuais e Transexuais” da editora do site Amor Legal. Ela fez uma retrospectiva da situação LGBT no Brasil e mundo. A advogada relembra o que aconteceu de bom e deu nó em 2009 com relação aos direitos LGBT. A polêmica, avanços e retrocessos em relação ao reconhecimento de direitos de homossexuais não são fenômenos que atingem apenas o Brasil. É certo que o ano de 2009 foi marcado por conquistas em vários países como Uruguai, Suécia e Portugal. Os EUA mostram algumas evoluções, mas grandes retrocessos aconteceram também em alguns Estados. Países africanos, sabidamente homofóbicos, pretendem endurecer ainda mais sua legislação e outras medidas. (continuara na próxima semana o 2º capítulo).

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CUBA. FARSA OU FRACASSO, OU AS DUAS COISAS.

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CUBA. FARSA OU FRACASSO, OU AS DUAS COISAS.

Cuba quer “privatizar” um milhão e oitocentos mil funcionários públicos em 5 anos.  O desastrado governo da ilha planeja triplicar o tamanho do setor privado no país.

Reformas de Raúl Castro tentam reduzir gasto do Estado no fracassado país comunista. Cerca de 1,8 milhão de cubanos devem passar para o setor não-estatal nos próximos cinco anos, disse o Ministério de Finanças da ilha, num plano que triplicaria o tamanho do setor privado no país comunista. Há atualmente cerca de 950 mil agricultores e profissionais autônomos na ilha, o que representa cerca de 15% da força de trabalho. O restante trabalha para o Estado. Mas reformas econômicas promovidas pelo “presidente” Raúl Castro devem estimular o setor privado, permitindo que o Estado demita funcionários e reduza seus gastos. “Consideramos que até 2015 serão incorporados ao setor não-estatal aproximadamente 1,8 milhão de pessoas nas novas formas de gestão”, disse a ministra Lina Pedraza em discurso ao Parlamento, transmitido na noite de quarta-feira pela TV estatal. O governo autorizou em outubro os cubanos a montar pequenos negócios, como restaurantes e salão de cabeleireiro, e anunciou que estimularia o trabalho autônomo para atividades como massagistas, taxistas, cuidadores de idosos ou aluguel de cômodos. Segundo dados oficiais, 35 mil licenças de trabalho autônomo foram concedidas no primeiro mês. Os novos empresários terão de pagar impostos volumosos – 30% a 35% de imposto de renda, mais 20% a 25% de contribuição social. Pedraza disse que os 143 mil autônomos que existiam antes da reforma contribuíam com apenas 1% da arrecadação tributária total.

Porque o governo do fascista assassino Fidel Castro não deu certo? Por que era uma mentira covarde que somente enganou inocentes desinformados enquanto viveu as custas da União Soviética, outra farsa e que agora leva a Venezuela e a Bolívia pelo mesmo caminho. Gorilões que ainda conseguem dividir um país, desde que seja pobre, e explorar o seu povo. Conseguiram desarticular toda a sociedade, hoje inerte e acovardada. Assassino cruel, um dos maiores tiranos que a humanidade já produziu. Por mais de meio século subjugou a inocência de um povo e mandou para o “paredon”, para que  fossem fuzilados 150 mil cubanos inocentes. Pária, viveu as custas de subsídios de outra nação cuja insanidade a ruiu e que desejava propagar as suas teorias anti-democráticas por toda a América latina, rotulando-as enganosamente de “socialista”. Faltava-lhe competência para caminhar com as próprias pernas. Era um boçal, perverso, escravo da própria tirania. Hoje ainda há, quem se arroga restaurador destas práticas dando um novo rótulo desta vez  primário, falseando e enlameando o nome de um herói nacional do seu povo, agregando o heróico nome ao seu tirano projeto. Socialismo bolivariano.

Aqui também ainda existem recalcados e oportunistas que querem se apoderar do governo e viver as custas do povo. Uma praga que ainda persiste perseguindo governos democráticos para em nome dos direitos democráticos, impor os seus perversos,  covardes e tirânicos desejos. Se é tão bom porque não submeter ao povo o direito de escolher a sua forma de ser governado? Porque estes tirânicos governos só o fazem pela imposição e brutal perseguição a quem se opõe.

Aqui, no nosso meio, não se iludam, há entre nós mais camaleões do que se pode imaginar. A todo momento aparecem a ciscar em nosso terreiro em busca de uma oportunidade para roubar o nosso sossego e alimentar a sua perversa imaginação doentia. Para isso se utilizam de todos os meios imagináveis e inimagináveis, com desfaçatez, para iludir inocentes, e ao serem descobertos sempre covardemente se apresentam como inocentes, “nunca sabem de nada”,”nunca viram”, “não foi comigo”,”não mandei fazer”, “não me encontrei”. CÍNICOS.



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HONRA. QUANTA FALTA QUE FAZ !

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HONRA. QUANTA FALTA QUE FAZ !

Nós somos educados que a Honra é mais cara que a própria vida, o que querem dizer com isso é que ,a existência e o bem-estar são absolutamente insignificantes se comparados com as opiniões dos outros. É claro que isto pode ser uma forma exagerada de expressar a verdade prosaica de que a reputação – a opinião que os outros têm de nós – é indispensável se desejarmos fazer algum progresso no mundo.

Não devemos portanto, confundir Honra com Fama. Fama é algo que deve ser conquistado; A honra é algo que não deve ser perdido. A ausência de fama é a obscuridade que é apenas uma negação, mas a quebra da honra é uma vergonha, que é algo concreto e positivo. A honra diz respeito apenas àquelas qualidades que se espera encontrar em qualquer pessoa. A fama, diferentemente, decorre das qualidades que não se pode exigir em todos os homens.

Qualquer um pode atribuir-se a honradez. No entanto a fama só pode ser atribuída por outros. A nossa honradez se estende e decorre do conhecimento que as pessoas têm de nós, ao passo que a fama se antecipa correndo e faz-nos conhecidos entre gente que não nos conhece. Qualquer um pode considerar-se apto à honra, poucos no entanto  podem considerar-se capacitados para a fama, esta obtida somente diante de conquistas extraordinárias.

Quando se pensa em Honra na Família. Há princípios críticos para o sucesso na família. Por exemplo: Devemos nos esforçar para deixar as nossas famílias o mais próximo possível do ideal, em vez de procurar brechas ou exceções como desculpas para as nossas preferências ou falhas. Fazer ataques verbais regulares contra um amado: criticar severamente, julgar, dar broncas sem carinho. Fazer piadas sobre as fraquezas ou falhas de uma outra pessoa. Desonrá-la. Desrespeitá-las. Praticar hábitos de mal gosto em frente da família – mesmo quando pedem que paremos. Ignorar ou simplesmente não expressar gratidão por atos bons feitos para nós. Comprometer-nos exageradamente com outros projetos ou pessoas de maneira que tudo fora do lar pareça ser mais importante do que aquilo dentro do lar.

Falta de vontade de admitirmos que estamos errado ou de pedir perdão.

Cada um é responsável por si. Cada indivíduo deve fazer o melhor. Cada um deve cumprir com suas responsabilidades pessoais, independentemente daquilo que cônjuges, filhos, pais, sociedade… fazem.

Olhar para os outros. A chave para relacionamentos bem-sucedidos e satisfatórios é considerar que os outros são mais importantes do que nós mesmos. Ser capaz de  se sacrificar pelos outros é a única base certa para uma família ideal. Quando esses princípios são negligenciados, famílias falham. Quando uma família cresce e prospera não é por acaso. Da mesma forma quando famílias falham não é por acaso.

Muitas vezes é porque algum princípio moral foi negligenciado. A maioria de nós já observou até certo ponto, esse tipo de comportamento seja nos nossos lares ou nos dos outros. Às vezes são os filhos desonrando os pais, e outras vezes são os pais desonrando os próprios filhos.

No caso de uma família onde não há honra, casamentos são arruinados e filhos se rebelam. Raiva, irritação e rebelião resultam porque o que nós dizemos ou a maneira que tratamos uma criança mostra-lhe que ela é de pouco valor para nós. Também não é incomum ver um cônjuge deixar um casamento porque é maltratado.

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HOMOFOBIA O QUE É ISSO?

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HOMOFOBIA O QUE É ISSO?

O  período eleitoral contribuiu para os recentes casos de homofobia, dizem líderes do movimento gay. O Presidente do GGB (Grupo Gay da Bahia), um dos mais atuantes no país, Marcelo Cerqueira afirma que não há um movimento articulado contra os homossexuais no país, mas diz se preocupar com a adesão de jovens a mensagens preconceituosas nas últimas semanas. “Existe uma herança cultural e religiosa que sempre nos considerou um problema. Mas o clima acirrado da campanha realmente não ajudou”, afirma.

Ele também acredita que as reações violentas das últimas semanas tenham ligação com o clima de liberdade para os homossexuais no Brasil, que, por sua vez, gera uma “reação conservadora, sem entidades, mas de pessoa para pessoa”. “E isso ganha destaque maior quando um candidato a presidente conhecido como o Serra coloca na TV para pedir votos um homem conhecido por defender a homofobia”, diz.

Esse homem, citado por todas as lideranças gays, é o pastor Silas Malafaia, da igreja neopentecostal Assembleia de Deus – Vitória em Cristo. O religioso começou a campanha presidencial pregando voto em Marina, mas na reta final do primeiro turno aderiu ao tucano. Participou de programas do ex-governador paulista na televisão e seus vídeos com críticas a homossexuais ganharam mais visibilidade na internet.

No domingo (14.11) de manhã, um grupo formado por quatro menores e um jovem de 19 anos, todos de classe alta, agrediu com socos, chutes, pauladas e lâmpadas fluorescentes três pedestres que caminhavam na avenida Paulista. A agressão foi motivada pelo fato de as vítimas serem ou estarem acompanhadas de homossexuais.

Também no domingo, um estudante de 19 anos foi agredido verbalmente e baleado por um militar do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. Os sargentos Ivanildo Ulisses Gervásio e Jonathan Fernandes foram presos pelo Exército. A agressão ocorreu logo após o fim da Parada Gay carioca.

Na quinta-feira (18), foi ativado no Twitter o perfil @HomofobiaSIM, que defende abertamente a discriminação e a violência a homossexuais e mulheres. Em apenas um dia, o perfil, que diz existir “pela moral e família”, angariou mais de 15 mil seguidores.

Outro episódio que indignou associações LGBT foi a recente publicação, na página da Universidade Presbiteriana Mackenzie – uma das mais tradicionais de São Paulo –, de um texto assinado pelo chanceler Augustus Nicodemus Gomes Lopes. No manifesto, a instituição diz que é contra a aprovação da lei que pune a homofobia “por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia”.

Segundo os últimos dados do Relatório Anual de Assassinatos de Homossexuais (LGBT), publicado pelo GGB e divulgado em março deste ano, foram registradas 387 mortes em todo o território brasileiro em 2009 e 2008 – média aproximada de um crime a cada dois dias –, um crescimento de aproximadamente 54% em relação ao biênio 2006-2007. Em Porto Seguro nas últimas semanas ocorreram quatro casos de assassinato tipicamente de homofobia. Não se tem notícias de providências efetivas para esclarecer os casos, identificar e afastar da sociedade, mas um maníaco sexual homofóbico.

A cantora e ativista Vange Leonel, que participou de um ato em São Paulo na última sexta-feira (19), afirmou que as “agressões a homossexuais sempre aconteceram” e o que mudou é que há mais “visibilidade” aos casos de homofobia. “À medida que nos expomos mais nas ruas, a reação a isso aumenta também.”

Guilherme Balza e Maurício Savarese – Do UOL Notícias

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HOMOFOBIA O QUE É ISSO?

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HOMOFOBIA O QUE É ISSO?

O  período eleitoral contribuiu para os recentes casos de homofobia dizem líderes do movimento gay. Jovem baleado durante marcha. Grupo agredido com lâmpadas em plena luz do dia. Texto em site de universidade que minimiza o preconceito contra homossexuais. Perfil no Twitter que, da noite para o dia, atrai mais de 15 mil “advogados da homofobia” e quatro assassinatos em Porto Seguro. Para líderes do movimento gay ouvidos pelo UOL Notícias, esses acontecimentos em menos de um mês refletem um debate conservador durante as eleições presidenciais deste ano.

No segundo turno, os então candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) travaram uma dura batalha pelo apoio de religiosos, supostamente por parte deles ter dado quase 20 milhões de votos à evangélica e ambientalista Marina Silva (PV) no primeiro turno. Religiosos cristãos conquistaram, então, um importante pedaço da agenda dos presidenciáveis, ávidos por parecerem confiáveis a eles.

Isso, dizem líderes do movimento de LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Transgêneros), deu impulso a pastores, padres e bispos que defendem abertamente a prática da homofobia e condenam a homossexualidade,

enquanto acobertam pedofilia e outros desvios dentro das suas agremiações. A partir daí, afirmam, outras pessoas se sentiram confortáveis para manifestar preconceitos, como os que geraram os incidentes dos últimos dias.

“Desconectar essa violência recente do clima eleitoral é não enxergar o óbvio”, afirma o deputado eleito Jean Wyllys (PSOL-RJ), assumidamente homossexual. “A situação é complexa, os dois lados erraram. Mas foi a campanha de Serra que tomou a dianteira, porque leu equivocadamente o apoio a Marina. Quando um candidato importante usa na TV pastores que defendem a homofobia, a tensão se reforça.” Ex-católico, Wyllys afirma que sempre houve homofobia no Brasil, mas avalia que o debate presidencial abriu espaço, principalmente na internet, para manifestações preconceituosas e que contribuem para ações violentas. “Fiz toda minha campanha em rede sociais e ameaças houve do começo ao fim. No segundo turno, mesmo quando já tinha vencido, os ataques ficaram mais agressivos. Existe outra razão? Não.”

Para Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), a importância que os então presidenciáveis deram a temas religiosos “incentivou homofóbicos a saírem do armário”. Ele diz que a repercussão dos casos das últimas semanas levou a entidade a considerar ações judiciais para evitar campanhas de homofobia no país. “Não foi só isso, somos perseguidos há séculos. Mas as eleições deram holofotes a quem diz que homofobia é questão de liberdade de expressão. Não é. O que eles fazem é incentivar o ódio”, afirma Reis. “Temos que mediar esse debate, ir para o campo da racionalidade. A política teria esse papel, ainda mais nas eleições. Mas nem Dilma nem Serra falaram contra isso como deviam. Foi como se nós não existíssemos.” Presidente do GGB (Grupo Gay da Bahia), um dos mais atuantes no país, Marcelo Cerqueira afirma que não há um movimento articulado contra os homossexuais no país, mas diz se preocupar com a adesão de jovens a mensagens preconceituosas nas últimas semanas. “Existe uma herança cultural e religiosa que sempre nos considerou um problema. Mas o clima acirrado da campanha realmente não ajudou”, afirma.

Guilherme Balza e Maurício Savarese – Do UOL Notícias

(continua na próxima semana)

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PARTICIPE CIDADÃO! NÃO FIQUE AÍ PARADO NÃO!

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PARTICIPE CIDADÃO! NÃO FIQUE AÍ PARADO NÃO !

É também uma atitude cidadã contribuir para a divulgação e conscientização das atitudes cidadãs. Nos ambientes urbanos já há uma consciência dessas atitudes, mas o cabresto da tradição e dos tabus são inibidores do exercício da cidadania. No interior é muito pior, onde as tradições são uma barreira para que o cidadão se aproprie dos seus direitos e viva uma vida com dignidade. Portanto alardear, insistir e importunar é um dever daqueles que estão libertos das amarras da ignorância.

Temos insistido  na questão da cidadania e continuaremos por um bom tempo, abordando nos dias da nossa fala na rádio e nos textos que publicamos. O faço isso porque a maioria da nossa população ainda não se apropriou dos seus direitos de cidadão ou cidadã e uma das grandes dificuldades é o desinteresse e até conveniente para os governantes que o cidadão não exerça o seu direito, porque nesta hora a sua autoridade estará sendo questionada, pois há administradores e governantes, que se acham donos da verdade e querem fazer valer as suas vontades e via de regra passando por cima das normas de boa conduta, e até das leis e muitas vezes as burlando em proveito próprio.

Não há governante que deseja uma Associação de moradores atuantes e exigente, não há governante que tolere a impertinência de um sindicato intransigente com o descaso aos seus associados, assim, governantes há que ao proporem leis sempre as fazem visando proteger o sua gestão ao invés de propô-las visando o bem comum.

Raro é o prefeito que não age de forma autoritária e imperativa em particular no norte e nordeste deste país. A Constituição brasileira nos garante Direitos, mas também nos estabelece deveres e cumprir as leis é um dever de todo cidadão, governante ou não. A Cidadania é saber viver. O Direito à saúde, educação, moradia, alimento, segurança, trabalho, etc. Quando conquistados, nos dão condições de uma vida digna e por ela temos que lutar democraticamente e sempre em busca do bem comum.

Quanto a  Liberdade de pensamento. O livre pensamento é um direito pleno numa democracia, respeitando-se sempre a forma de pensar e opinar também das outras pessoas.Ver o filme que mais nos agrada, assistir a uma peça teatral ou mesmo ir a uma partida de futebol do time preferido, fazem parte desse contexto. Assim como, adotar a linha religiosa que melhor satisfaz a cada um e discordar de qualquer governante.

E o nosso corpo nos pertence? Inúmeras são as formas de utilização indevida para os corpos alheios, quer seja na aplicação de processos de tortura física ou mesmo a de abusos de toda ordem, tais como a sexual e a psicológica. Nesses casos, são concretizadas violações aos nossos direitos e devemos denunciar todos e quaisquer tipos desses delitos.

Quanto a Segurança ela é vital para o cidadão.

Esse é um dos direitos que anda de mal a pior e principalmente nas grandes cidades onde os desníveis sociais são bem mais acentuados.

Os direitos de se divertir, de ir e vir, de trabalhar, estão seriamente prejudicados pela falta da segurança. Outro aspecto importantíssimo é a dignidade para o cidadão.

Vida digna é o que almeja todo cidadão e isso só se consegue com a conquista de muitos direitos, tais como: trabalho com remuneração digna, educação, saúde, moradia, lazer e alimentação. E nas fases difíceis do cidadão, o governo tem que garantir as necessidades básicas do mesmo.

Portanto Cidadania é ter: Escola, Alimento, Segurança, Saúde, Moradia, Diversão, dentre outros. A Cidadania também é ter e dar: Amor, compaixão, solidariedade, caridade, dentre outros.

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O CIDADÃO, QUEM O É? JÁ SE APROPRIOU?

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O CIDADÃO, QUEM O É? JÁ SE APROPRIOU?

Na semana que passou falamos sobre o que esperar após as eleições. Falamos que num sistema democrático as pessoas que não estão satisfeitas com os seus líderes são livres para se organizar e apoiarem pacificamente a mudança. Para isso há inúmeras conquistas disponíveis na sociedade brasileira e muitas previstas em leis, mas ainda não apropriadas pela maioria da população e para isso é necessário insistir e induzir ao cidadão que se aproprie dos seus direitos. São informações necessárias sobre os direitos e deveres que os cidadãos devem ter e ainda os conhecimentos básicos das áreas fundamentais, como Meio Ambiente, Educação, Saúde e Trânsito além da educação básica e cidadã a fim de orientá-los no desenvolvimento de suas ações de participação.
Estes conteúdos  sobre a conduta do cidadão, permitem que a população, consciente de suas responsabilidades, deveres e direitos, seja respeitada e induzida à prática das ações voltadas a conquista de seus interesses e do Bem Comum.
Acabamos de dar um exemplo de como isso pode ser feito praticando o ato de escolher os nossos governantes através das eleições gerais.
A responsabilidade do cidadão do terceiro milênio é muito grande e não tem fronteiras, ele hoje é um cidadão de um mundo globalizado e as suas ações ou omissões afetam não só a sua cidade mas sim, todo o planeta.
O enorme desafio dos seres humanos com a preservação e sustentabilidade do planeta, com a manutenção de todas as espécies vivas, só será vencido no dia em que todos os cidadãos se conscientizarem das suas missões aqui na Terra.
Nós viemos aqui para construir, e essa construção passa por bases muito sólidas de amor ao próximo, fraternidade, compaixão e caridade, predicados muito importantes no cidadão desse milênio.
Da mesma forma, num mundo globalizado, com mudanças tão aceleradas, o cidadão desse milênio necessita exercer no limite, todo o seu grau de inovação e criatividade, na busca de soluções aos seus clientes e aos cidadãos.
Cidadania é muito importante. Fala-se muito em cidadania quando se aproximam as eleições, mas ela é parte integrante da nossa vida. Sendo a cidadania muito importante, logo, preste muita atenção!
Cidadãos tem direitos que nos dão a garantia da boa convivência. Ao falarmos que temos nossos direitos, estamos exercendo a nossa cidadania. Nossos direitos estão contidos na Constituição e temos que buscar o respeito dos mesmos. Os nossos direitos estão presentes nas coisas mais simples e muito importantes numa democracia, como andarmos em segurança pela cidade, irmos ao cinema ou a escola e até dizermos aquilo que pensamos.
Independente da classe social, todo ser humano deve lutar pelos seus direitos, pois os mesmos é que são responsáveis por conquistarmos uma vida com dignidade.
Vejamos portanto as ações comportamentais requeridas de um cidadão do terceiro milênio, são elas: Desenvolvimento permanente das pessoas – Prevenção ampla de qualidade de vida física – Qualidade de vida interior, a dos valores – Inovação e captura de novas exigências – Resultados da metas – Combate ao desperdício
- Conquista dos benefícios
Cidadania é então: “Direitos + Deveres” A convivência numa sociedade exige do cidadão também o cumprimento dos seus “Deveres” e o cumprimento dos Deveres requer também o respeito aos direitos dos outros.

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O QUE SE ESPERA DEPOIS DA ELEIÇÃO ?


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O QUE SE ESPERA DEPOIS DA ELEIÇÃO ?

Que cada um cumpra com o seu dever. Eleição é uma criação do ser humano que vive em sociedade para ajustar interesses humanos de diversas maneiras se conduzir. Ter também  meios para decidir as questões que envolvam interesses e direitos recíprocos dos cidadãos, isto é, ter instituições políticas.

Desde a Antiguidade (3500 a.C. até 476 d.c.) os humanos já viviam em comunidades.Passando pelo Império Romano e com o fim deste, surge o sistema feudal que começava a se organizar. A dissolução do feudalismo foi apressada no final da Idade Média. A partir daí, no processo de constituição das monarquias nacionais europeias, a prerrogativa de centralização do poder político nas mãos de um único monarca parece ser regra comum a todos os Estados que se formavam naquela época. Período este que durou até 1789, ocasião da Revolução Francesa. Em causa estavam o Antigo Regime e os privilégios do clero e da nobreza. O Rei era antes de tudo o responsavel pela unidade nacional através do seu poder independente dos nobres da igreja e do povo, significando que era ele quem tinha a última palavra sobre a justiça, a economia, a diplomacia, a paz e a guerra, e quem se lhe opusesse teria como destino a prisão da Bastilha. Ocorre então a Revolução Francesa. No Brasil,de certa forma a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889 foi a nossa Revolução Francesa que tardou cem anos para chegar. Foi com a República que implantou-se no Brasil o Federalismo, o sistema Presidencialista, a independência dos Poderes, bem como a separação entre o Estado e a Igreja. A nossa República foi obra de militares e de um escasso grupo de civis do Partido Republicano, fundado em 1873. Não devemos esquecer que a pouco mais de cem anos existia a escravidão no Brasil. A Igreja Católica era poderosíssima e exercia sem freios o controle da vida moral e cultural do País.

A partir de 1930 este perfil sócio-econômico começou a ser alterado. Após a república velha surge o Estado Novo e com ele a responsabilidade do governo, significa que as autoridades públicas — eleitas e não eleitas — têm a obrigação de explicar as suas decisões e ações aos cidadãos. A responsabilidade do governo é alcançada através do uso de uma variedade de mecanismos com o objetivo de impedir a corrupção e de assegurar que as autoridades públicas continuem responsáveis e acessíveis às pessoas a quem servem. Os cidadãos democráticos reconhecem então, que não têm apenas direitos, têm também deveres. Reconhecem que a democracia requer investimento de tempo e muito trabalho — um governo do povo exige vigilância constante e apoio do povo.Um poder judicial independente é um requisito essencial para o sucesso da responsabilidade legal, servindo como um fórum onde os cidadãos levam as queixas contra o governo. Para que a democracia seja bem sucedida os cidadãos têm que ser ativos, não passivos, porque sabem que o sucesso ou o fracasso do governo é responsabilidade sua e de mais ninguém. Por seu lado, o governo entende que todos os cidadãos devem ser tratados de modo igual e que não há lugar para a corrupção num governo democrático.Num sistema democrático as pessoas que não estão satisfeitas com os seus líderes são livres para se organizarem e apoiarem pacificamente a mudança — ou tentar votar contra esses líderes em novas eleições no período próprio.Utilizam uma imprensa livre para falar com franqueza sobre questões locais e nacionais.Aderem a sindicatos, grupo comunitários e associações empresariais.Fazem parte de organizações voluntárias privadas que se dedicam à religião, cultura étnica, estudos, desportos, artes, literatura, melhoramento do bairro, intercâmbio internacional de estudantes ou centenas de outras atividades.Todos estes grupos,independentemente da sua proximidade com o governo, contribuem para a riqueza e a saúde da democracia. É o que se espera do povo.

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HOTÉIS e BARRACAS DE PRAIA

A SECRETARIA DE PATRIMÔNIO DA UNIÃO – SPU

QUER NEGOCIAR, E AGORA?

Na semana que passou estive em Salvador e fui a reunião convocada pela SPU,AGU,Seplan estadual e Seplan municipal para estabelecer o possível PACTO proposto pela Secretária da SPU, Dra Alexandra e demais órgãos federais e estaduais.

Fui representando a Associação de Barracas de Praia de Porto Seguro que, diga-se de passagem, nos últimos 21 anos  jamais se escusou de buscar inúmeras vezes, soluções e responder a todos os questionamentos que foram apresentados quanto a legalidade e correção a respeito do exercício da atividade de barraca de praia.

A todo momento,volta e meia, este exercício tem sido questionado sob diversos argumentos e com o passar do tempo o fato caía no esquecimento. Agora torna, mas desta vez, a questão é mais abrangente pois a ação tem por fim ordenar o espaço de propriedade da União em todo o território nacional, definida pela Lei Federal 7.661/88. Neste caso, inclui-se todas as ocupações deste espaço, seja por hotéis, barracas, residências, colônias de pescadores, clubes e quem mais estiver ocupando a faixa litorânea. A ação abrange todo o litoral brasileiro, do Amapá ao Rio Grande do Sul. Participam desta ação SPU, AGU, PGR, MPLAN, MMA, MD, MCid e outros. Tá assustado? Ainda não. Não há mal que sempre dure e nem bem que nunca se acabe. Agora a boa notícia: Toda esta ação é conduzida pelo MPLAN através da SPU-Secretaria de Patrimônio da União e conforme a sua Secretária, quer OUVIR, sim OUVIR e NEGOCIAR UM PACTO entre todos os envolvidos incluindo-se aí as barracas de praia. Não se trata de um TAC mas sim um PACTO. Isto é, não vem de cima para baixo, mas sai de um acordo entre o poder público e a sociedade civil. O governo federal quer ouvir e negociar. Pacto envolve compromisso mais do que  obrigação. O federal manifestou o interesse, o estadual também, estavam todos presentes na reunião, bem  como outras prefeituras e Porto Seguro não estava lá. Que pena! Foi notada a sua ausência. A estrela da reunião foi a Prefeita de Lauro de Freitas, Sra.Moema Gramacho, elogiadíssima pela sua atuação na defesa das barracas de praia.

Fizemos o uso da palavra para manifestar o interesse das barracas de praia de Porto Seguro em participar. Fui aplaudido pelas nossas colocações na defesa dos nossos interesses, mas infelizmente sem Prefeitura não haverá pacto e o que virá depois, só Deus sabe e nós também. O espaço desta coluna não caberia para a descrição de tudo que ocorreu em 4 horas de reunião. Pena que Porto Seguro não estava lá. Uma coisa ficou clara, se não houver manifestação do poder municipal, através de participação efetiva e compromisso do prefeito com a negociação, bem como da apresentação de um PDU para a orla, que atenda a negociação, a coisa vai se complicar para os hotéis e as barracas de Porto Seguro. Sem isso nada feito. Ou seja, a bola da vez está com a Prefeitura. Foi clara a explanação da AGU sobre a derrubada das barracas em Salvador.

Tudo aconteceu porque a Prefeitura de Salvador se omitiu na elaboração de um Plano diretor para a ocupação da orla de Salvador e acrescente-se a isso que infelizmente a Associação das barracas foi equivocadamente assessorada jurídicamente entrando com uma ação de suspeição sobre o Juiz da ação e que redundou em uma paralização do processo por dois anos, atrazando a negociação. Ao ser retomado o processo a AGU pediu então a demolição ao que o juiz deferiu a derrubada das 540 barracas da orla de Salvador. Fato contrário ocorreu em Lauro de Freitas onde a Prefeita Moema Gramacho tomou a iniciativa de buscar solução junto a SPU e demais órgãos, estando em curso inclusive a negociação junto ao Bnb para financiamento da readequação da orla daquele município. Êta Prefeita retada. O que se tira da reunião?

A Prefeitura de Salvador se omitiu e deu no que deu. A Prefeitura de Lauro de Freitas atuou e  está dando andamento adequado junto aos órgãos envolvidos com a reordenação da Orla marítima brasileira. E Porto Seguro como vai ser? Quem sabe?

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SAEM AS BARRACAS, ENTRAM OS BARRACOS – 6 / 6

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